Agastamento
(HOJE É DIA DE ROCK?)
ou não...
Sen-tia 1’a louca tendência em transgredir,
ébrio.
1 barril,
nele mergulharia minhas má-goas,
Pena,
não eram águas ou quais-quer bebidas,
o líqui’do velho barril,
evaporara-se,
Q-uê fazer?
- “Quê fazer?” Perguntou Lênin,
por Lenine.
- “Lennon, imagine, até o Che é pop!”
Sentei-me nos paralelepípedos da Boca do Mato,
Un-animemente b’urro,
1avatar da melancolia a-batia-se ali,
Olhei pro lado,
pro’utro,
as mesm-as máscaras cínicas,
olhavame mortalmente a sorrir,
Com deboche, escárnio.
Era isso que aqueles‘eres faziam,
enganavam trouxas & desiludidos.
Resolvi:
“- Vou apertar um, dois, três... 1000, milhões...”,
Afinal era dia de rock,
se não fosse passaria a ser.
As bandas estavam prontas,
Arranjadas, ensaiadas.
A platéia esperava por alguma novidade,
... Lábios são companhias que a vida sufocada
Recupera boca a boca,
Mesmo em línguas diferentes.
A sua presença
Entra pelos 35 lados
Por qualquer buraco
Nas paredes
1 olho lascivo
Vivo
& penetrante
O rosto de mulher
Nas mesas
Aromáticas
Matemáticas
Números
Contas
Contos
Bate coxa
Mão aqui & acolá
O café?
Bebi com leite
Em bicos Rosados
Bocas & tetas
Do retrato de mulher
Aquela do olho
Nas paredes do café
sou se-u
e-u sou sua
mulher
Até que um’ascarado escarlate surgiu
do silêncio unânime,
gritou:
“ - Senhoras senhores,
Cães cachorrinhas,
Gatos gatinhos, dinossauros Dinossauras,
Hoje sejamos Gauche!”.
1 pesadelo recorrente
sem amor sem esperança,
temente ao deus descem’esmo a sete palmos,
sem terra y com fome,
às margens das calçadas,
y padecem.
no’ seios teus ó triste mainha,
raquítica pela própria natureza,
seja dito por Oscar Wilde:
“ ó pátria infame
de idiotas patriotas”
... de um planalto central de suas riquezas,
terra de sangue aterrorizada & triste
tu és Brasil,
ó mátria odiosa,
que abandonas’sassinas
os filhos de suas filhas,
filhos’ois,
ó mãe senil,
prata & ouro
B-r-a-s-i-l.
(VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À RUA)
(o dia que conheci Alcides Caminha)
(HOJE É DIA DE ROCK?)
ou não...
Sen-tia 1’a louca tendência em transgredir,
ébrio.
1 barril,
nele mergulharia minhas má-goas,
Pena,
não eram águas ou quais-quer bebidas,
o líqui’do velho barril,
evaporara-se,
Q-uê fazer?
- “Quê fazer?” Perguntou Lênin,
por Lenine.
- “Lennon, imagine, até o Che é pop!”
Sentei-me nos paralelepípedos da Boca do Mato,
Un-animemente b’urro,
1avatar da melancolia a-batia-se ali,
Olhei pro lado,
pro’utro,
as mesm-as máscaras cínicas,
olhavame mortalmente a sorrir,
Com deboche, escárnio.
Era isso que aqueles‘eres faziam,
enganavam trouxas & desiludidos.
Resolvi:
“- Vou apertar um, dois, três... 1000, milhões...”,
Afinal era dia de rock,
se não fosse passaria a ser.
As bandas estavam prontas,
Arranjadas, ensaiadas.
A platéia esperava por alguma novidade,
... Lábios são companhias que a vida sufocada
Recupera boca a boca,
Mesmo em línguas diferentes.
A sua presença
Entra pelos 35 lados
Por qualquer buraco
Nas paredes
1 olho lascivo
Vivo
& penetrante
O rosto de mulher
Nas mesas
Aromáticas
Matemáticas
Números
Contas
Contos
Bate coxa
Mão aqui & acolá
O café?
Bebi com leite
Em bicos Rosados
Bocas & tetas
Do retrato de mulher
Aquela do olho
Nas paredes do café
sou se-u
e-u sou sua
mulher
Até que um’ascarado escarlate surgiu
do silêncio unânime,
gritou:
“ - Senhoras senhores,
Cães cachorrinhas,
Gatos gatinhos, dinossauros Dinossauras,
Hoje sejamos Gauche!”.
1 pesadelo recorrente
sem amor sem esperança,
temente ao deus descem’esmo a sete palmos,
sem terra y com fome,
às margens das calçadas,
y padecem.
no’ seios teus ó triste mainha,
raquítica pela própria natureza,
seja dito por Oscar Wilde:
“ ó pátria infame
de idiotas patriotas”
... de um planalto central de suas riquezas,
terra de sangue aterrorizada & triste
tu és Brasil,
ó mátria odiosa,
que abandonas’sassinas
os filhos de suas filhas,
filhos’ois,
ó mãe senil,
prata & ouro
B-r-a-s-i-l.
(VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À RUA)
(o dia que conheci Alcides Caminha)
